Sexta-feira, Março 19th, 2010 | Author: Administrador

O vírus da imunodeficiência humana1(VIH ou HIV) é um retrovírus que infecta células do sistema imunológico humano (principalmente as células CD4, componente chave do sistema imunológico celular) e destrói ou prejudica suas funções. Infecções com este vírus resultam num progressivo esgotamento do sistema imunológico, levando-o à “imunodeficiência”. O sistema imunológico é considerado deficiente quando não consegue mais lutar contra infecções e doenças. Pessoas imunodeficientes são muito mais vulneráveis a uma quantidade de infecções, que variam de tuberculose, herpes e candidíase a meningite criptocócica e sarcoma de Kaposi. Doenças
associadas à severa imunodeficiência são conhecidas como doenças oportunistas.
A SIDA é a “síndrome da imunodeficiência adquirida” (alguns países usam o SIDA, referindo-se ao sindroma da imunodeficiência adquirida) e descreve o conjunto de sintomas e infecções associadas com a imunodeficiência. A infecção com HIV é, segundo cientistas, a causa da SIDA. O nível de vírus no corpo e o aparecimento de certas infecções oportunistas são usados como indicadores de que a infecção de HIV progrediu para a fase da SIDA.
Actualmente, os medicamentos antiretrovirais reduzem a reprodução do vírus e, consequentemente, a carga viral no corpo. Além disso, melhoram a saúde, a qualidade e a esperança de vida, mas não eliminam a infecção do HIV.

neste seguinte video podemos ver em 3D como é a infeççao do HIV no linfocito T4

” http://www.youtube.com/watch?v=rJl_By_dbaE ”

(estamos com dificuldades em por o video aqui no blog, mas mal consigamos resolver esta situaçao, cá estará. pedimos desculpa por este incomodo)

Sexta-feira, Março 19th, 2010 | Author: Administrador

Em 1796, o médico inglês Edward Jenner (nascido em Berkeley, Gloucestershire) foi o primeiro a inocular com sucesso, uma criança com o vírus da varíola, a fim de produzir imunidade contra a doença.
Jenner verificara que os indivíduos que lidavam com gado e contraíam o vírus da varíola bovina nunca contraíam varíola. Na altura, era grande a mortalidade devido a esta doença e a descoberta de que a inoculação com o vírus
da varíola bovina fornecia imunidade foi um passo importante da Medicina. O método utilizado consistiu na aplicação de um agente infeccioso na superfície de uma pele previamente raspada. Ainda hoje é usado na vacina da varíola.
Edward Jenner publicou, em 1798, as suas descobertas sobre a criança que, inoculada com o vírus da varíola bovina, nunca contraiu a doença. Sugeriu o termo “vacinação”, a partir da palavra latina para o vírus da varíola bovina, vaccinia.
Em 1788, durante uma epidemia de varíola que varreu Gloucestershire efectuaram-se inoculações com a vacina viva, obtida de um indivíduo com uma forma ligeira da doença. Este método havia sido trazido da Turquia para Inglaterra, em 1721, pelas mãos de Lady Mary Wortley Montagu e trouxe fama ao fisiologista holandês Jan Ingenhousz, mas, em contrapartida, podia ser fatal. Foi durante esta epidemia que Jenner fez as suas primeiras observações.
Hoje em dia ,são denominados por vacinas os preparados de agentes patogénicos modificados (vírus ou bactérias) que são introduzidos no corpo (humano ou animal) por via oral ou injectada, visando induzir a reacção
específica de anticorpo que produz a imunidade contra uma determinada doença.
As reacções adversas poderão incluir situações como irritação no local de injecção, febre, reacções alérgicas, astenia, sensação de mal estar, vómitos, situações febris. A posologia a administrar aos adultos é geralmente diversa da das crianças. As vacinas contra o tétano, a gripe ou meningococos são exemplos de vacinas simples. Existem também
vacinas combinadas, como, por exemplo, a vacina contra a difteria, o tétano e a tosse convulsa e vacina contra o sarampo, parotidite e rubéola.
Tal como salienta o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (INFARMED), “A vacinação constitui um método eficaz de combate à doença infecciosa. Directamente, porque previne a infecção na pessoa vacinada; indirectamente, porque reduz a disseminação do agente infeccioso.”

Quinta-feira, Março 18th, 2010 | Author: Administrador

A imunidade por mediação celular é assegurada pelos linfócitos T ou células T. As células T são estimuladas por antigénios que se encontram na superficie de uma célula estranha pertencente, por exemplo, a parasitas multicelulares, a um tumor, a um tecido enxertado ou a um orgão transplantado. O reconhecimento desses antigénios é possivel porque as células T possuem na superficie celular anticorpos membranares para antigénios especificos.
A sequencia de acontecimentos na imunidade celular contra antigénios estranhos pode ser resumida da seguinte forma:

  1. Sensibilização dos linfócitos T – Os linfócitos T somente reconhecem aqueles antigénios que se ligam a anticorpos membranares de algumas células imunitárias, como, por exemplo, os macrófagos. Estas células quando fagocitam uma bactéria ou um vírus destroem-no. Os fregmentos resultantes constituem antigénios que se podem ligar aos anticorpos membranbares desses macrófagos. Os linfócitos, que possuem receptores específicos, são sensibilizados quando ocorre exposição e ligação com os antigénios ligados áqueles macrofagos.
  2. Activação dos linfócitos T. Após a sensibilização, os linfócitos T seleccionados entram em divisão, originando vários tipos, cada um dos quais com funções específicas.

TIPO DE LINFÓCITO T

FUNÇÕES

Linfócitos T citolíticos (citotóxicos – Tc)

Detectam e eliminam as células que exibem antigénios estranhos.

Linfócitos T supressores (Th)

Detectam antigénios estranhos e segregam mensageiros químicos que estimulam a capacidade defensiva de outras células do Linfócitos B e outros Linfócitos T.

Linfócitos T supressores (Ts)

Produzem mensageiros químicos que inibem a actividade das células B e T, após a infecção se encontrar debelada.

Linfócitos T memória (Tm)

Células inactivas que, no entanto, ficam aptas a responder a uma nova exposição ao mesmo antigénio.

Quinta-feira, Março 18th, 2010 | Author: Administrador

A reposta imunitária humural, levada a cabo pelas células B (linfócitos B), protege o organismo de um indivíduo através do reconhecimento e posterior marcação de diferentes antigénios pertencentes, por exemplo, as bactérias, as toxinas bacteraas, os vítus e as muléculas soluveis. Ad células B responsáveis por esta resposta produzem e segregam anticorpos especificos de cada antigénio, que circulam num qualquer fluido corporal até ao local da infecção. Quando o organismo de um Indivíduo é exposto a um determinado antigénio especifico, as células B dividem-se, originando- plasmócitos (células efectoras), responsáveis pela produção e secreção de anticorpos e células-memória, que ficam inactivas, mas prontas a responder a uma nova invasão do mesmo antigénio.

Sábado, Janeiro 23rd, 2010 | Author: Administrador

Foi a descoberta  destas enzimas, no início dos anos 70 do século XX, que, juntamente com a exploração da sua actividade e comercialização, permitiu o rápido desenvolvimento da Engenharia Genética. Hoje em dia conhecem-se centenas de enzimas de restrição isoladas de numerosas bactérias, estando o nome da enzima relacionado com o organismo de onde esta foi isolada e associado à especificidade da sequência de DNA em cadeia dupla que reconhece bem como aos locais em que dentro dessa sequência, procede à sua separação.

As enzimas de restrição reconhecem e actuam sobre sequências específicas de DNA, catalisando a destruição de uma ligação fosfodiéster entre dois nucleótidos consecutivos ligados a determinadas bases. Os nucleótidos entre os quais a enzima corta, ou seja, entre os quais promove a hidrólise, encontram-se no interior dessas mesmas sequências específicas de reconhecimento (como se pode observar na animação seguinte).

As diferentes enzimas de restrição diferem entre si em termos da sua especificidade no que respeita à natureza e extensão da sequência de nucleóticos de reconhecimento, e à forma como cortam o DNA alvo. Assim, podem reconhecer sequências específicas de quatro, seis ou oito pares de nucleótidos, presentes no DNA em cadeia dupla, cortando no interior dessas sequências. Um corte num fragmento de DNA por uma enzima de restrição gera dois fragmentos, podendo as extremidades resultantes desse corte ser de dois tipos: coesivas ou cegas (como se exemplifica na animação seguinte).
As extremidades coesivas apresentam um pequeno número de nucleótidos em cadeia simples, capazes de se associar por ligações por pontes de hidrogénio, com outra cadeia simples em que a sequência de bases seja complementar desta. Ou seja, as duas extremidades coesivas a ligar terão de ser compatíveis, o que se sucede se os dois fragmentos a ligar  resultarem de uma reacção de restrição com uma mesma enzima (consultar Preparação de DNA recombinado). Os fragmentos de DNA com extremidades cegas, ainda que compatíveis com outros com extremidades cegas resultantes da acção de qualquer enzima de restrição que as gere, não possuem a capacidade de estabelecer entre si pontes de hidrogénio por complementariedade de bases. Desta forma, a ligação de dois fragmentos deste tipo quando em baixa concentração é muito mais difícil que a ligação de dois fragmentos com extremidades coesivas.No contexto da Engenharia Genética, a grande utilidade das enzimas de restrição resulta do facto de poderem ser aplicadas sobre moléculas de DNA das quais se pretenda retirar um determinado fragmento (um gene, por exemplo) para posterior ligação a uma outra molécula de DNA, em particular a um vector de clonagem. Estas possibilitam ainda a abertura dos vectores de clonagem que irão integrar esse mesmo fragmento de interesse. Em suma, as enzimas de restrição, viabilizam a formação de moléculas de DNA recombinado por permitirem criar fragmentos, com a informação genética de interesse, capazes de virem a ser ligados por recurso a enzimas que catalisam a formação da ligação covalente de dois fragmentos de DNA, as ligases.
Sábado, Janeiro 23rd, 2010 | Author: Administrador

A técnica de PCR (polymerase chain reaction – reacção em cadeia pela polimerase) baseia-se no processo de replicação de DNA que ocorre in vivo . Durante o PCR são usadas elevadas temperaturas de forma a separar as moléculas de DNA em duas cadeias simples, permitindo então a ligação de oligonucleótidos iniciadores (primers), também em cadeia simples e geralmente constituídos por 15 a 30 nucleótidos, obtidos por síntese química. Para amplificar uma determinada região são necessários dois iniciadores complementares das sequências que flanqueiam o fragmento de DNA a amplificar, nos seus terminais 3′, de modo a permitir a actuação da DNA polimerase durante a síntese da cadeia complementar, usando como molde cada uma das duas cadeias simples constituintes do DNA a amplificar (figura 1).

PCR 1

Para realizar PCR são necessárias pequenas quantidades do DNA alvo, um tampão salino contendo a polimerase, oligonucleótidos iniciadores, os quatro desoxinucleótidos constituintes do DNA e o cofactor Mg2+. Esta mistura é submetida a vários ciclos de amplificação que consistem em:

  • Desnaturação do DNA alvo pelo calor (tipicamente 1 minuto a 94-96ºC), de modo a separar as duas cadeias
  • Associação dos iniciadores por ligações de hidrogénio ao DNA alvo em cadeia simples. Para permitir essa associação, a mistura de reacção é arrefecida (tipicamente a temperaturas entre 50 e 65ºC, durante 1 minuto; a temperatura a usar depende da % GC da sequência a amplificar)
  • Extensão dos iniciadores através da síntese da cadeia complementar de cada cadeia molde, catalisada pela DNA polimerase (tipicamente 1 minuto a 72ºC)

O processo envolvendo estes três passos, pode ser repetido várias vezes (25 a 30 ciclos) sendo possível aumentar, em cada ciclo, duas vezes a concentração de DNA pré-existente (figura 2). Em teoria, se for possível levar a cabo 25 ciclos de amplificação seguidos, a concentração de DNA aumentaria 225 vezes embora, na prática, devido a alguma ineficiência no processo de amplificação, esse aumento fique por um milhão de vezes.

PCR 2

Como na técnica de PCR se encontram envolvidos vários ciclos de amplificação, foi desenvolvido equipamento que permite programar, de forma contínua e automatizada, os vários ciclos de aquecimento e arrefecimento. Para tal ser concretizável, as DNA polimerases utilizadas deverão ser termoestáveis, tendo tal sido conseguido com o isolamento da DNA polimerase da estirpe termofílica Thermus aquaticus (Taq DNA polimerase) que actua a temperaturas elevadas levando assim a um aumento da especificidade da reacção. De referir ainda que o produto de PCR pode ser visualizado após electroforese em gel de agarose e o seu tamanho ser estimado por comparação com padrões lineares de DNA.

Sábado, Janeiro 23rd, 2010 | Author: Administrador

No genoma humano existem sequências de DNA repetitivas que são reconhecidas por determinadas enzimas de restrição. Estas enzimas dividem o DNA em fragmentos cujas dimensões variam em função do seu dador. Diferentes fragmentos de DNA movimentam-se de modo diferente quando submetidos a electroforese (técnica em que determinadas moléculas são sujeitas à acção de um campo eléctrico num meio poroso) e o resultado é um padrão de bandas que difere de indivíduo para indivíduo, o qual poderá ser comparado com o padrão de referência, fornecendo assim, um elemento fiável de indentificação do sujeito.

As principais aplicações da técnica do DNA fingerprinting são as seguintes:

  • Genética forense;
  • Determinação de paternidade;
  • Se utilizada em conjunto com metodologias sociológicas, a técnica das impressões digitais genéticas pode ser usada para analisar padrões de migração e confirmar origens de étnicas;
  • Esta tecnologia pode ser usada para prever a nossa saúde futura.

Sábado, Janeiro 23rd, 2010 | Author: Administrador

O DNA complementar (cDNA) é um outro processo através do qual se podem conseguir bibliotecas de genes e é utilizado, na maior parte das vezes, como um auxiliar da técnica do DNA recombinante.


  • O cDNA é obtido a partir do mRNA maturado (que já sofreu processamento e que, portanto, não possui intrões) por complementaridade de bases. Esta transcrição em sentido inverso é conseguida através da acção da enzima viral denominada transcriptase reversa. Assim, o mRNA funciona como molde para a síntese de uma cadeia de DNA. Após a formação da cadeia de DNA, a enzima DNA polimerase actua, formando, por complementaridade, a outra cadeia de DNA a partir dos nucleótidos presentes no meio, constituindo-se uma molécula estável.


Os pesquisadores recorrem a esta técnica quando se torna necessário clonar genes sem os seus intrões. É de referir que as bactérias utilizadas, por exemplo, na técnica do DNA recombinante, por serem seres procariontes, não têm mecanismos de maturação do DNA e, desta forma, quando se incorporam genes com intrões nestes seres, eles executam a sua transcrição ininterruptamente, incluindo os intrões, gerando uma proteína diferente da desejada. Assim, é inserido um clone de cDNA, de modo a garantir a produção correcta da proteína.

  • É importante referir ainda que a descoberta da transcriptase reversa e do seu mecanismo de acção e, consequentemente, da tecnologia do cDNA, abriu um importante caminho na biologia molecular. A molécula de RNA é extremamente instável e, dependendo do RNA em questão, o número de cópias pode estar muito limitado. Desta forma, a possibilidade de se trabalhar com cDNA ao invés de RNA tem facilitado muito o trabalho dos cientistas, já que o cDNA é uma molécula estável, de fácil manuseamento e a sua multiplicação é bastante simples.
Quinta-feira, Janeiro 14th, 2010 | Author: Administrador

O DNA recombinante é uma técnica usada para isolar um gene e introduzí-lo no DNA de outro organismo.

Esta tecnica consiste:

Assim, esta técnica permite, por exemplo, introduzir porções de DNA provenientes de vários organismos num microrganismo, que, em condições favoráveis, permite a produção de inúmeras cópias do gene (que poderão ser armazenadas nas bibliotecas de genes) ou da proteína codificada por este.
Resta falar, então, das mais-valias desta tecnologia, dando alguns exemplos das suas aplicações:

  • Investigação fundamental;
  • Obtenção de organismos geneticamente modificados (OGM) (produção de alimentos em maior quantidade e qualidade; Produção de grandes quantidades de substâncias com aplicação farmacêutica ou médica ; Produção de substâncias com aplicação industrial ; Biorremediação ) ;
  • Tratamento de doenças ;

Atraves da tecnologia do rDNA são obtidos diversos produtos importantes para o Homem :

(http://www.biologia-ap.no.comunidades.net/imagens/beneficiosdnar.jpg)

Quinta-feira, Janeiro 07th, 2010 | Author: Administrador
 
Neste video podemos visualizar com simplicidade o que é o cancro.